The Script na MEO Arena: a magia da música


 

Os The Script regressaram a Portugal com dois concertos, em Lisboa e no Porto, inseridos na Satellites World Tour. O primeiro concerto, na MEO Arena, mostrou as saudades que o público português, e não só, principalmente em Lisboa, tinha da banda irlandesa, apesar de ter passado pelo Porto e Viseu no ano passado. A primeira parte ficou a cargo do artista britânico Tom Walker.


 

Tom Walker regressou a Portugal pela segunda vez, após o seu concerto no NOS Alive de 2019, e encantou o público presente tanto com as músicas mais soulful como com as mais eletrónicas. Com a sua guitarra e a sua banda, trouxe temas como Head Underwater, Just You and I e Burn. A melhor parte foi o final quando tocou Leave a Light On, onde pediu ao público para aceder as luzes dos telemóveis e ouviu-se imensas pessoas na sala a cantarem a música, mostrando que foi uma boa escolha para concerto de abertura. 

 

Tom Walker @ MEO Arena

 

A última vez que os The Script passaram pela capital foi em novembro de 2022, na Tales from The Script - Greatest Hits Tour, onde tocaram os seus maiores hits, como o título diz. Agora, a banda voltou com um novo álbum Satellites (2024) e sem dois dos membros fundadores, o falecido guitarrista Mark Sheehan e o baterista Glen Power, que não tem tocado na tour deste ano.

 

O vocalista Danny O'Donoghue começou o concerto no público a cantar You Won’t Feel a Thing de Science & Faith (2010), enquanto tocava nas mãos de fãs na primeira fila, passava-lhes o microfone e interagia com as pessoas. Já em palco, ouviu-se um mashup de Superheroes e Rain, com confettis no final.

 

Quando chegou a vez da banda tocar Six Degrees of Separation e The Man Who Can't Be Moved, ouvia-se a arena a cantar as letras das músicas e a segunda mereceu uma ovação e vários aplausos, e o público mostrou a razão de ter uma relação especial com o grupo. 

 


 

A ausência de Mark Sheehan no palco foi sentida pelos fãs e pelos membros da banda, sendo que Danny O'Donoghue o mencionou num discurso, e If You Could See Me Now de 3# (2012) foi dedicada a Sheehan. Após Inside Out, do novo álbum, aconteceu mais outro momento especial e emocionante quando O'Donoghue viu o cartaz de uma fã na primeira fila que dizia “Mark would be proud of you” (o Mark estaria orgulhoso de ti) e decidiu convidá-la para subir ao palco e tocou Never Seen Anything "Quite Like You" ao piano com a fã, Camila, ao seu lado e ainda soltou “I’ve Never Seen Anything Quite Like Lisbon”. Algo que o público e muito menos a fã, que teve direito a essa dedicatória, irão esquecer.

 

Outro momento especial e íntimo, foi quando O'Donoghue decidiu juntar-se à plateia e cantou Nothing no meio do público, tendo percorrido quase metade da sala. Depois, chegou Paint The Town Green, com a menção do St. Patrick’s Day (no dia 17 de março), que tornou o palco e o público verdes e meteu alguns fãs irlandeses que levantaram a bandeira do seu país e dançaram ao som da música. Antes do encore, tocaram For The First Time e ouviu-se o público a cantar em uníssono. 

 

 

 

A banda voltou ao palco para tocar Home Is Where the Hurt Is, do novo álbum, e a seguir, ouviu-se “I'm still alive but I'm barely breathin'/ Just prayed to a God that I don't believe in”, o primeiro verso de Breakeven, que meteu o público todo a cantar a letra de um dos maiores hits do grupo. O concerto acabou em festa com Hall of Fame e confettis com as cores da bandeira da Irlanda.

 

Durante o concerto, sentiu-se a falta de Mark Sheehan tanto do público como da banda, principalmente da parte de Danny O'Donoghue, mas como o próprio disse “music is the only magic we still have” (a música é a única magia que ainda temos) e também tem o poder de curar. Apesar disto, os The Script voltaram a conquistar o público português e trouxeram um espetáculo íntimo, emotivo e de celebração pela vida e música. 

 

The Script @ MEO Arena

 

Texto e fotos: Iris Cabaça 

The Script na MEO Arena: a magia da música The Script na MEO Arena: a magia da música Reviewed by Watch and Listen on março 20, 2025 Rating: 5